O deputado federal Eliene Lima (PSD), coordenador da bancada de Mato
Grosso, é a favor da emancipação dos 20 distritos, que lutam para que o
Congresso Nacional vote em prol do projeto e os tornem municípios. “Sou
defensor dessa legislação para retornar à Assembleia a autonomia de
criação de novos municípios”. No último dia 20, o projeto foi aprovado
no Senado e o requerimento para votação em regime de urgência foi
aprovado há três semanas. Agora, resta a aprovação da Câmara Federal,
que deve ocorrer nos próximos dias, para a matéria seguir para sanção da
presidente Dilma Rousseff (PT).
Para Eliene, um Estado como Mato Grosso – com a dimensão que tem,
assim como o Pará, Bahia e Amazonas – é importante buscar harmonização,
tendo em vista a quantidade de distritos existentes. “Não conheço nenhum
município que esteja em condições piores de quando era distrito. Quando
vim para cá, o Estado tinha apenas 35 cidades, hoje são 141”, explica.
De acordo com o social-democrata, durante os seus três mandatos,
como deputado estadual, participou da emancipação de vários municípios,
tais como Ipiranga no Norte, Itanhangá, Nova Santa Helena, Santa Cruz do
Xingu. Ele conta que, além disso, tem projetos de lei em parceria com o
deputado José Riva (PSD), que estavam para ser emancipados e tiveram
mudanças durante a gestão do ex-presidente Lula da Silva, que tirou a
autonomia da Assembleia.
O deputado cita como exemplo de distritos que lutam pela
emancipação a Agrovila da Palmeiras, próximo a Santo Antônio de
Leverger, e o distrito de Água Fria, em Chapada dos Guimarães. “Todos
estes distritos têm dificuldade enorme devida à distância dos grandes
centros, bem como a quantidade de habitantes e falta de estrutura nas
estradas. Por isso buscam a emancipação”. De acordo com Eliene, a
emancipação dos municípios fortaleceria a administração local, de forma
que teriam sua própria estrutura, como educação, saúde e segurança.
O deputado Wellington Fagundes (PR), por sua vez, afirmou durante
audiência pública em Lucas do Rio Verde, que a bancada está unida e o
importante são as novas regras. “Precisa ser feito com critério e não do
jeito que está”, enfatiza. Para que seja aprovada, a população mínima
que os novos municípios precisam ter é de 5 mil nas regiões Norte e
Centro-Oeste; 7 mil na região Nordeste e 10 mil nas regiões Sul e
Sudeste. A arrecadação deverá ser superior 10% da média das menores
cidades do Estado. Entre os distritos com lideranças que buscam a
emancipação está, por exemplo, Ouro Branco do Sul, em Itiquira;
Paranorte, em Juara; Capão Verde, em Alto Paraguai; e Salto da Alegria,
em Paranatinga. Conforme Wellington, dos 20 municípios que buscam a
emancipação, Ouro Branco do Sul cumpre todas as regras estabelecidas.
Também favorável é o deputado Nilson Leitão (PSDB). Ele vai
apresentar emenda para que possa ser emancipada a área proveniente de
assentamentos sob controle do Incra. “Infelizmente estes distritos não
podem ser emancipados apesar de terem toda estrutura. Isso ocorre por se
tratar de assentamento e por força da legislação ficam sempre como
assentamento”, concluiu.
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