Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Se a oposição adota o discurso unânime de que é péssima a
relação entre vereadores e o Palácio Thomé de Souza, os aliados do
prefeito ACM Neto (DEM) – como esperado –
fazem coro para garantir que as conversas são harmoniosas e tranquilas,
apesar de integrantes da base na Câmara sinalizarem uma relação
diferente. Em entrevista ao Bahia Notícias,
o vereador José Trindade (PSL) afirmou que os governistas têm reclamado
da falta de poder dos líderes e pediu mais espaço na gestão municipal.
Um dos alvos foi o secretário Municipal de Relações Institucionais,
Pedro Godinho (PMDB). Em conversa com o BN, ele rebateu as críticas e
atribuiu a “insatisfação pontual e momentânea” de parte da bancada à
burocracia que resulta na demora do gestor municipal em responder às
reivindicações de alguns legisladores. “Não é falta de poder, o prefeito
tem prestigiado os líderes e também me sinto sim. Às vezes ele não
responde com a brevidade que gostaríamos, existe uma burocracia. Neto
tem toda a boa vontade, mas pode não responder com a presteza que nós
gostaríamos, o que causa essa sensação. Não é má vontade. Salvador é uma
cidade grande, são muitos problemas. É a terceira maior população do
país, com a segunda pior arrecadação per capta. Não é a toa a reforma
financeira”, argumentou.
Foto: PMDB / Bahia
Godinho também negou que os vereadores da base estejam
insatisfeitos com a dificuldade em fazer indicações, apesar do PSL
querer “mais espaço”, como disse Trindade. “Não me consta que isso seja
um problema. O prefeito fez uma equipe enxuta, com apenas doze
secretarias. Salvador tem menos pastas que Feira de Santana. O prefeito
tem recomendado nas reuniões que os pleitos dos vereadores e da
população sejam atendidos, pois todos merecem”, ressaltou. Sobre as
denúncias contra o secretário municipal de Educação, João Carlos Bacelar
(PTN), o peemedebista garantiu que o gestor tem “se defendido muito
bem” e pontuou que “todo político está muito exposto” a qualquer
acusação. Além disso, Godinho garantiu que ACM Neto “não é refém” do
PTN, apesar de a oposição garantir que há um acordo para Bacelar
permanecer no cargo até abril de 2014, quando deve concorrer ao cargo
de deputado federal. Godinho também adiantou ao Bahia Notícias que não
deve abandonar a gestão municipal para tentar chegar a Brasília. “Não
tenho pretensão de concorrer no próximo ano. Pretendo continuar ao lado
do prefeito, que tem trabalho muito, e garanto que será uma dos melhores
que a cidade já teve. Ele tem trabalho com muita competência, de manhã,
tarde e noite. Temos só pouco mais de seis meses de gestão e tudo vai
se ajeitar ao seu tempo”, finalizou, em meio a mais elogios ao chefe.
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