Multidão participa da manifestação em São Paulo nesta segunda-feira
Enquanto
uma multidão passa pela avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo,
para protestar contra o aumento do preço da passagem de ônibus, as
pessoas que não participam da manifestação - e têm que chegar mais tarde
em casa, já que o transporte na região ficou prejudicado -, dizem não
se importar com o problema. "Eu sou do
tempo da ditadura militar, quando o povo protestava por mudança, mas
nada mudou até hoje. É bonito ver tanta gente reivindicando nossos
direitos, que não são respeitados", diz Valdete Avana, 61 anos,
secretária. A mulher esperava os ativistas passarem para poder chegar ao
metrô (que fica no caminho contrário ao dos manifestantes) e voltar
para casa. A maior parte dos prédios da região, que são em sua maioria
comerciais, está vazia, já que as empresas liberaram mais cedo os
funcionários. José Maria Aguiar,
dono de uma lanchonete na Faria Lima, diz que tentou fechar o
estabelecimento mais cedo. Contudo, o comerciante diz que o medo dele
não era pela violência, mas pelo excesso de movimento. "Eu queria
fechar, mas não dá. Tem muita gente. Está acabando tudo", disse
apressado para atender os manifestantes que davam uma pausa no protesto.
Perto
de um ponto de táxi - sem nenhum taxista -, duas mulheres também
aguardavam o fim da manifestação para voltar para casa. Margarida Maria
Garcia, auxiliar administrativo que esperava os ônibus voltarem a
circular na região, disse apoiar a manifestação. "Atrapalhar, atrapalha
mesmo, mas não é incômodo. Se continuar assim (pacífico), eu apoio. Não
faz tão mal chegar um pouquinho depois em casa."
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