Mais de 60 internos teriam sido torturados nas clínicas. Foto: Anhanguera)
Duas
clínicas na cidade de Anápolis, no interior de Goiás, foram fechadas
nesta terça-feira (11) sob a acusação de cometerem tortura e maus tratos
contra pacientes que se recuperavam de dependência química. De acordo
com o G1, as clínicas funcionavam ilegalmente e cobravam R$ 8 mil por
interno. Seis pessoas foram presas na operação, incluindo um médico, mas
três conseguiram fugir. Mais de 60 pacientes das clínicas reclamavam de
torturas físicas e psicológicas e segundo o delegado responsável pela
operação, Manoel Vanderic, apenas 10% deles estavam presos
voluntariamente. “Alguns internos contam que foram enterrados vivos, só
com a cabeça de fora. Outros foram obrigados a comer toco de cigarro.
Algumas mulheres disseram que foram algemadas nuas na cerca, outras,
jogadas na piscina de madrugada”, explicou ao G1 Manoel Vanderic. A
polícia descobriu o caso quando dois homens que estavam internados
conseguiram fugir de uma das clínicas e denunciaram os maus-tratos.
Ainda segundo o G1, quando agentes chegaram ao local, os responsáveis
pelas clínicas haviam fugido com pacientes em caminhonetes. Vinte
internos foram encontrados mais tarde. A polícia ainda apreendeu armas
de choque, armas de pressão, algemas e vários medicamentos tarja preta. O
médico preso é um dos donos das clínicas, enquanto os outros cinco eram
coordenadores das instituições irregulares. O grupo foi autuado por
tortura, sequestro qualificado e flagrante por cárcere privado. Voz da Bahia
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