quarta-feira, 12 de junho de 2013

Polícia fecha clínicas por acusação de tortura contra pacientes em Goiás


Mais de 60 internos teriam sido torturados nas clínicas. Foto: Anhanguera)
Duas clínicas na cidade de Anápolis, no interior de Goiás, foram fechadas nesta terça-feira (11) sob a acusação de cometerem tortura e maus tratos contra pacientes que se recuperavam de dependência química. De acordo com o G1, as clínicas funcionavam ilegalmente e cobravam R$ 8 mil por interno. Seis pessoas foram presas na operação, incluindo um médico, mas três conseguiram fugir. Mais de 60 pacientes das clínicas reclamavam de torturas físicas e psicológicas e segundo o delegado responsável pela operação, Manoel Vanderic, apenas 10% deles estavam presos voluntariamente. “Alguns internos contam que foram enterrados vivos, só com a cabeça de fora. Outros foram obrigados a comer toco de cigarro. Algumas mulheres disseram que foram algemadas nuas na cerca, outras, jogadas na piscina de madrugada”, explicou ao G1 Manoel Vanderic. A polícia descobriu o caso quando dois homens que estavam internados conseguiram fugir de uma das clínicas e denunciaram os maus-tratos. Ainda segundo o G1, quando agentes chegaram ao local, os responsáveis pelas clínicas haviam fugido com pacientes em caminhonetes. Vinte internos foram encontrados mais tarde. A polícia ainda apreendeu armas de choque, armas de pressão, algemas e vários medicamentos tarja preta. O médico preso é um dos donos das clínicas, enquanto os outros cinco eram coordenadores das instituições irregulares. O grupo foi autuado por tortura, sequestro qualificado e flagrante por cárcere privado. Voz da Bahia

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