Internacionais apontam que o rendimento anual do docente do ensino
fundamental no Brasil é apenas 10% do que recebe um professor na Suíça
Professores
brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários
de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto
Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos
realizados por economistas, por agências das Nações Unidas, do Banco
Mundial e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico
(OCDE). Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, na
sexta-feira, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um
alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob
ameaça diante dos salários baixos.
Em
um estudo realizado pelo banco UBS em 2011, economistas constataram que
um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, 10.600
dólares ao ano. O valor é apenas 10% do que ganha um professor nesta
mesma fase na Suíça, onde o salário médio dessa categoria em Zurique
seria de 104.600 dólares ao ano. Em uma lista de 73 cidades, apenas 17
registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi,
Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, nos Estados Unidos e
no Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um
professor do ensino fundamental em São Paulo.
Guy
Ryder, o novo diretor-geral da OIT, emitiu um comunicado na
quarta-feira no qual apela para que governos adotem estratégias para
motivar pessoas a se tornarem professores. Sua avaliação é de que, com
salários baixos, a profissão não atrai gente qualificada. O resultado é a
manutenção.

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