O italiano Ivo Claudio
Petrelli, também conhecido por Peter ou Vulver, foi denunciado pelo
Ministério Público Federal (MPF) por tráfico de pessoas. Autor da
denúncia, o procurador da república José Maria Panoeiro afirma que entre
os anos de 2001 e 2008, quatro jovens brasileiras foram levadas pelo
estrangeiro à Itália, onde foram submetidas a exploração sexual. O
italiano cobrava das mulheres parte da renda obtida nos programas a
título de reembolso para saldar o valor da passagem aérea, alimentação e
abrigo. Se condenado, Petrelli pode pegar pena de até 24 anos de
reclusão. A denúncia foi possível após
diligências complementares do MPF, uma vez que a Polícia Federal
considerou que não haveria crime no caso concreto, apesar de uma série
de indícios. Segundo o procurador da República José Maria Panoeiro, a
investigação teve início a partir do relato da mãe de uma das mulheres
traficadas à polícia dando conta do seu desaparecimento. Segundo
ela, em 2001, a filha foi levada para Itália pelo denunciado e deixou
de dar notícias em 2005. A filha conseguiu retornar ao país somente em
2010. As autoridades brasileiras entraram em contato com a Interpol, em
Roma, e descobriram que Ivo Claudio Petrelli era investigado por crime
de exploração sexual na Itália, tendo sido denunciado por quatro
brasileiras.
Em
depoimento ao MPF, uma delas afirmou que todas sabiam que iriam à
Itália para se prostituírem e que Ivo já teria levado mais de 10
mulheres para Itália. Lá, no entanto, elas tinham os passaportes retidos
e eram obrigadas a pagar as dívidas contraídas com Ivo, que ficava com
parte do dinheiro obtido na atividade de prostituição para "custear"
despesas como alimentação, passagem e hospedagem.
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