Governador defendeu movimento 'Bahia da Torcida'
O
governador Jaques Wagner (PT) justificou, em entrevista ao Bahia
Notícias neste domingo (19), durante a Stock Car, realizada em Salvador,
o seu apoio ao movimento “Bahia da Torcida”, lançado na última
sexta-feira (19) na Arena Fonte Nova. Seis mil torcedores compareçeram
ao evento na praça esportiva e exigiram a imediata renúncia do atual
presidente do E.C. Bahia e deputado federal, Marcelo Guimarães Filho
(PMDB). “Na medida em que a gente está vendo um descaso, ou pelo menos
um desmando da direção de um clube que, em tese, tem a maior torcida no
tratamento de um patrimônio, porque o Bahia é privado, mas ele mexe com
uma coisa do patrimônio cultural da Bahia e do Brasil, que é o futebol.
Então, não dá para deixar esculhambar. Eu não tenho nada a ver com a
gestão do Bahia, não tenho nada a ver com a campanha, até porque não
misturo torcida de futebol, porque também tenho eleitor do Vitória”,
explicou. Para o petista, que chegou a gravar um vídeo para o movimento
já visto por milhares de internautas, é atribuição do chefe do Executivo
estadual a participação em assuntos como a crise do E.C. Bahia.
“Primeiro que, para nós, além de torcermos para o Bahia, interessa
porque é bom lembrar que fizemos uma Fonte Nova para melhorar o
desempenho do futebol baiano. Não foi só para a Copa das Confederações e
a do Mundo, porque elas passam. Evidente que para nós interessa,
inclusive do ponto de vista do Estado, que aquela casa seja cada vez
mais valorizada. E ela só será valorizada com times, não só Bahia e
Vitória, mas com um futebol que a cada vez encante mais as torcidas para
que elas possam comparecer", justificou.

Entretanto, segundo o governador, a maneira como o Esquadrão de Aço é gerido atualmente já serviu de exemplo para outras agremiações no país e provou que foi “ruim” para o futebol brasileiro. “Sempre defendi que os clubes deveriam introduzir democracia, desde o começo, e é bom lembrar que a 'Sua Nota é um Show' exige isso, mas eu não quero entrar na gestão. O que eu quero garantir é que a peça fundamental de qualquer time de futebol, que é a sua torcida, se sinta representada nos seus times. E é fato hoje que a direção do Bahia virou um monopólio de um grupo, e isso é muito ruim para o futebol. E isso já aconteceu com o Corinthians e com vários times do mundo inteiro", afirmou.

Ainda segundo Wagner, a resistência às mudanças exigidas pela torcida do tricolor baiano está relacionada a uma vaidade do cartola. “Inteligente seria se a atual diretoria do Bahia entendesse que o momento exige isso, fosse generosa e, ao invés de estabelecer uma guerra, concordasse com a ideia. Todas as grandes instituições que trabalham com o público, trabalham com o conceito de Serviço de Atendimento ao Cliente. Se a diretoria do Bahia, que tem um produto, tiver um SAC ela vai ver que tem uma taxa de reclamação. Então, se tem um taxa de reclamação e você quer continuar vendendo seu produto para o público, você teria que se mexer, modificar alguma coisa. E ele [MGF] poderia tomar a dianteira disso. Agora, ele não quer perder o patrimônio de estar sentado na cadeira", criticou.
Entretanto, segundo o governador, a maneira como o Esquadrão de Aço é gerido atualmente já serviu de exemplo para outras agremiações no país e provou que foi “ruim” para o futebol brasileiro. “Sempre defendi que os clubes deveriam introduzir democracia, desde o começo, e é bom lembrar que a 'Sua Nota é um Show' exige isso, mas eu não quero entrar na gestão. O que eu quero garantir é que a peça fundamental de qualquer time de futebol, que é a sua torcida, se sinta representada nos seus times. E é fato hoje que a direção do Bahia virou um monopólio de um grupo, e isso é muito ruim para o futebol. E isso já aconteceu com o Corinthians e com vários times do mundo inteiro", afirmou.
Ainda segundo Wagner, a resistência às mudanças exigidas pela torcida do tricolor baiano está relacionada a uma vaidade do cartola. “Inteligente seria se a atual diretoria do Bahia entendesse que o momento exige isso, fosse generosa e, ao invés de estabelecer uma guerra, concordasse com a ideia. Todas as grandes instituições que trabalham com o público, trabalham com o conceito de Serviço de Atendimento ao Cliente. Se a diretoria do Bahia, que tem um produto, tiver um SAC ela vai ver que tem uma taxa de reclamação. Então, se tem um taxa de reclamação e você quer continuar vendendo seu produto para o público, você teria que se mexer, modificar alguma coisa. E ele [MGF] poderia tomar a dianteira disso. Agora, ele não quer perder o patrimônio de estar sentado na cadeira", criticou.
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