Durante palestra do procurador regional do trabalho Jairo Sento-Sé para
esclarecer dúvidas sobre os impactos que a aprovação da chamada PEC das
Domésticas terá sobre as relações entre patrões e empregados na sede do
Movimento das Donas de Casa e Consumidoras da Bahia (MDCCB), no Vale do
Ogunjá, em Salvador, participantes da entidade iniciaram os debates
sobre a criação de um sindicato patronal para abrigar os empregadores
domésticos. Para o procurador, a entidade passou a ser possível perante a
lei com a aprovação da emenda constitucional no último dia 26. Segundo
Jairo Sento-Sé, que é professor de direito e procurador do Ministério
Público do Trabalho (MPT) na Bahia, “a legislação exige que um sindicato
patronal represente uma categoria econômica e categoria econômica
implica busca de lucro, o que não ocorre na relação patrão-empregado
doméstico”, explicou, fazendo, entretanto a ressalva que “a chamada PEC
das Domésticas, no entanto, abre a possibilidade de criação de um
sindicato patronal que represente os empregadores domésticos”. Para ele,
no entanto, “ainda é cedo para pensar nisso”. (Política Livre)

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