terça-feira, 9 de abril de 2013

Natura é condenada por fazer funcionária trabalhar na licença-maternidade

Por obrigar uma gerente de vendas a trabalhar de casa durante a licença-maternidade, a Natura foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pelo tribunal, a licença-maternidade é um direito garantido a toda mulher que engravidar ou que adotar uma criança. O período, diz o órgão, é considerado essencial para garantir o descanso da mãe após o parto e os primeiros cuidados com o filho. 
Segundo a relatora do processo, ministra Maria Cristina Peduzzi, a situação causou "profundo abalo psicológico à trabalhadora que precisou de tratamento médico com antidepressivos". Na ação, a trabalhadora utilizou como prova mensagens eletrônicas e depoimentos de testemunhas, demonstrando que recebia cobranças da empresa e que tinha uma assistente dentro de casa durante o período da licença. A empresa se defendeu no processo alegando que durante esse período uma ajudante foi contratada para dar suporte às atividades da gestante - e que foi opção da trabalhadora que a pessoa ficasse em sua casa. 

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